Recipac
Associação Nacional de Recuperação e Reciclagem de Papel e Cartão

Porquê Separar

A importância económica e social da embalagem é sobejamente reconhecida. Contudo, a questão do tratamento dos resíduos de embalagem não pode igualmente ser negligenciada. A atenção progressivamente crescente da comunicação social e da opinião pública em relação às questões relacionadas com a preservação do ambiente, em conjunto com o desenvolvimento das tecnologias de tratamento, não deixam qualquer margem para dúvidas: é necessário e é possível prevenir a produção excessiva de resíduos e proceder à valorização e reciclagem dos resíduos efectivamente produzidos.

Qualquer processo de valorização e reciclagem de resíduos tem início numa correcta separação dos mesmos. A recolha indiferenciada até há alguns anos praticada fazia com que o processo de reciclagem não fosse rentável, dados os custos inerentes às operações necessárias para a obtenção de material de qualidade para posterior reciclagem. Por esta razão, a recolha selectiva tem vindo a substituir progressivamente a recolha indiferenciada.

recicla_contentores_3.jpg Tecnicamente, a reciclagem começa com a recolha dos resíduos. Mas, na prática, o sucesso da recolha depende da adesão dos cidadãos à separação doméstica. De nada vale uma Autarquia instalar ecopontos e ecocentros se os seus munícipes não aderirem à recolha selectiva. Assim, os cidadãos consumidores devem procurar separar convenientemente os seus resíduos, cumprindo com as regras de separação divulgadas, e depositá-los nos equipamentos apropriados disponibilizados pelas Autarquias. Desta forma, contribui-se para o cumprimento das Especificações Técnicas em vigor que permitem que os resíduos possam, posteriormente, ser reciclados pela indústria recicladora.

A recolha selectiva de resíduos de embalagem pode ser realizada com recurso a vários processos:

  • Contentores;
  • Ecopontos (baterias de contentores para deposição separada de materiais);
  • Ecocentros (zonas com grandes contentores que se destinam a receber separadamente vários resíduos);
  • E ainda recolha porta-a-porta.

Organograma - Recolha Selectiva

Para que o sistema funcione de forma eficaz é necessário que os cidadãos/consumidores tenham acesso às informações relativas aos procedimentos correctos, tais como:

  • os materiais permitidos e os proibidos;
  • a indispensável tarefa de limpar, escorrer e espalmar as embalagens antes destas serem depositadas, etc.

A escolha do processo de recolha selectiva mais adequado depende de vários factores, nomeadamente:

  • a caracterização quantitativa e física dos resíduos produzidos na área de implementação do sistema;
  • a dispersão geográfica da população e suas variações sazonais;
  • o tipo de população a ser servida (população mais jovem ou mais idosa, hábitos quotidianos, etc);
  • servidos pelo sistema;
  • os custos de todo o processo desde a sua implementação até à própria gestão.